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Milorde

São Nicolau

Milorde, 06.12.21

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Tournai - Bélgica, 6 de dezembro de 1978

Daniel acordou mais cedo esta manhã. É o dia de São Nicolau! Depressa se levantou da cama, olhou pela janela e viu que a neve cobriu toda a paisagem com um manto branco, e dirigiu-se até à sala com um misto de ansiedade e alegria para ver o que o esperava.

A cenoura, o nabo e a couve verde que deixara na véspera para o burro que acompanha o São Nicolau comer estavam pela metade, e ao lado, ao pé do sapatinho que deixara na lareira, estavam os presentes! Este ano recebeu um carro telecomandado com uma pista e tudo!

No entanto, Daniel não tinha muito tempo para brincar com o seu novo presente porque tinha que se preparar para ir para a escola, neste dia tão especial em que o próprio São Nicolau iria visitar todos os meninos da sua escola.

Quando chegou à sua sala de aula todos falavam ao mesmo tempo para contar os presentes que receberam nessa manhã. Nem a professora conseguia pôr ordem na classe tal era a azáfama. Mas, de repente, alguém bateu à porta. Um breve silêncio abateu-se sobre a sala, todos de boca aberta de espanto.

- É o São Nicolau!! - gritaram todos ao mesmo tempo.

E era mesmo. E trouxe um saco cheio de presentes para distribuir por todos. E todos cantaram:

 

Ô grand Saint Nicolas,

Patron des écoliers,

Apporte-moi des pommes

Dans mon petit panier.

Je serai toujours sage

Comme une petite image.

J'apprendrai mes leçons

Pour avoir des bonbons.

 

Venez, venez, Saint Nicolas,

Venez, venez, Saint Nicolas,

Venez, venez, Saint Nicolas, et tra la la...

O dia mais feliz com o Marco

Milorde, 26.10.21

O dia mais feliz.png

O segundo convidado desta rubrica é o Marco. Dono de uma escrita peculiar acompanhada sempre com um desenho colorido, o Marco já conquistou muitos leitores pelos blogues. Por vezes está no Sardinha sem Lata mas hoje ele é o meu convidado de honra para nos contar o dia mais feliz da sua vida.

Por vezes é difícil responder a esta pergunta, porque são vários e como eleger um? Vou escolher um da minha infância.

Dia de Natal

Devo ter uns 8 anos e como tradição na minha família, na noite de Natal eu e minha irmã e os meus primos íamos todos à casa dos meus avôs, deixar lá um sapatinho. Era tradição, não sei quem começou, mas fomos educados assim.

Depois ficamos a jogar às cartas e ao loto, os meus avós eram pessoas muito simples do campo e não davam importância a essas coisas era o que tínhamos para distrair nas noites que passávamos lá na casa deles. Naquele tempo não havia telemóveis e os programas de televisão eram de Natal ou estava a dar o “Sozinho em casa” (devo ter visto umas 20 vezes) e para passar o tempo preferíamos jogar.

Quando fomos embora passávamos sempre pelo madeiro para aquecer, porque as noites no interior são geladas , mas a noite ia ser longa para mim, porque estava ansioso pelas prendas, porque só recebia prendas pelo Natal.

Na manhã de Natal tinha que ir à Missa de Natal, e lembro-me que demorava tanto que e era uma seca e não se podia fazer nada senão estar lá parado, depois havia sempre o convívio depois da missa, mas eu já estava em pulgas para ir abrir as prendas, mas tinha que esperar, porque não estava lá ninguém para abrir a porta, quando fomos a casa dos meus avós, fomos todos ver as prendas, a minha era uma caixa grande, que nem cabia no sapato. Quando abri era um camião dos bombeiros telecomandado, com fio claro.

Simplesmente era o melhor presente que tinha recebido e acho que até hoje deve ser o melhor presente que recebi ou que teve mais significado.

O resto do dia já sabem como se passou, foi brincar, brincar, brincar, claro que as pilhas não aguentaram nada, mas brinquei com ele mesmo sem pilhas. Ainda o tenho, tem algumas peças partidas, mas acho que isso faz parte de brincar.

 

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