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Milorde

O Milorde informático

Milorde, 03.11.22

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O Milorde admite que pouco ou nada sabe de informática.

Estes aparelhos que utilizamos quase todos os dias seja para o que for - no meu caso para escrever estas linhas que hoje vos deixo - e que estão prontos a serem utilizados mal os retiramos da caixa possuem uma complexidade de componentes, letras e números que uma pessoa dita normal nem sabe de sua existência e quando tenta explorar o assunto como quem não quer a coisa, o cérebro começa a dar um alerta que é melhor fugir dali enquanto é tempo.

Pois que Milorde decidiu inscrever-se numa formação para aprender todo este mundo magnífico da informática, pensando que iria se dar bem e quiçá trabalhar numa empresa como Técnico de Informática - um nome já de si deveras importante - com um bom salário que pudesse pagar todos os seus caprichos, sentado numa cadeira confortável em frente de um ecrã apenas a dar um cliques aqui e acolá... só que não!

Após umas aulas em que Milorde basicamente esteve no meio de jovens todos apetrechados de conhecimentos e gadgets, que percebem mais disto do que eu alguma vez percebi da burguesia, a aprender sobre Algoritmos e lógicas matemáticas para a programação das máquinas que têm à vossa frente, sentiu-se tão perdido como Alice no país das maravilhas sem direito a um coelho falante que lhe pudesse dar indicações e, então, percebeu que afinal o caminho que lhe está destinado não é por aqui.

Milorde não gosta de desistir de um desafio mas este, meus caros, é um passo maior do que a perna e não vejo outra opção senão virar costas, acelerar o passo e procurar um outro caminho menos tumultuoso.

Porque é que eu não posso ganhar a vida simplesmente a dar o ar da minha graça?