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Milorde

O Milorde domingueiro

Milorde, 30.11.22

Domingo foi mais um dia de descoberta pela natureza e desta vez fui ao Parque da Fonte do Estalisnau que fica no concelho de Ovar.

Não é um percurso pedestre como inicialmente pensei, é apenas um parque que contém dois moinhos: um deles restaurado e um outro em ruínas. Dispõem de alguns passadiços que nos levam até uma cascata onde não tirei fotografias porque a água estava muito suja e perdeu toda a sua beleza natural. Terei que voltar um outro dia em que a meteorologia esteja mais apelativa.

Porém deixo aqui algumas fotos.

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Sobre o caso Miguel Alves...

Milorde, 15.11.22

... e sobre esta notícia do JN que diz:

«Há mais uma polémica que envolve Miguel Alves e, agora também, António Costa. Enquanto presidente da Câmara de Lisboa, em 2010, o atual primeiro-ministro ter-lhe-á pago mais de 80 mil euros em três ajustes diretos para serviços de consultadoria naquela autarquia, segundo noticiou a TVI/CNN. Os contratos terão sido realizados no mesmo dia, num montante total que obrigaria a lançar um concurso público, se não fosse dividido.»

 

Deram a maioria absoluta ao PS em janeiro, não deram?

 

O Milorde fala um pouco mais de si

Milorde, 14.11.22

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Quando era mais novo todos diziam que era um fidalgo por ser um menino franzino, frágil e cheio de manias.

Na verdade sempre fui um nobre apenas de nome e atitude. Cresci numa casa pobre, fria e decrépita em que não tínhamos água quente para tomar banho, bebíamos água do poço e vestíamos a roupa uns dos outros conforme servisse e só no Natal e na Páscoa é que tínhamos direito a roupa nova. Depois dessas festividades a roupa era guardada protegida por um plástico e só seria usada ao domingo para ir à missa ou numa visita à casa da minha avó. As minhas calças eram remendadas, as meias cosidas à mão.

Tínhamos uma panela grande onde era aquecida a água e a despejávamos numa bacia. Lavava primeiro o cabelo de joelhos no chão e agachado e só depois entrava dentro da bacia como podia para lavar o resto.

Muitas noites fui para a cama apenas com uma tigela de leite morno no estômago ou um parto de sopa de legumes porque a vida não era fácil e não havia carne nem peixe para comer todos os dias. No dia da matança dos frangos que a minha mãe criava nos currais havia sempre comida fresca ao jantar acompanhada de um arroz de feijão caseiro tão delicioso que jamais provei igual.

Nas noites de Inverno, em que o vento era tão forte que entrava pelas frestas das janelas mal isoladas, debaixo de sete cobertores para me aquecer, imaginava como seria a minha vida daqui a alguns anos. Adormecia embalado pela imaginação e com a certeza de que quando fosse grande haveria de conquistar muita coisa.

Hoje tenho tanta roupa que muita nem uso, basta rodar a torneira para a esquerda para a água sair quente, não me falta comida na mesa, tenho um edredão quentinho numa cama grande e tomo comprimidos para dormir.

Já conquistei muita coisa e ainda falta muitas outras que quero conquistar.

O Milorde e aquela tossezinha

Milorde, 22.10.22

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Chega o outono e apanho uma constipação, é tão certo como dois e dois serem quatro. Começo sempre por tomar um multivitamínico lá para meados de setembro mas mesmo assim o meu sistema imunitário deve ser tão fraquinho que basta as temperaturas baixarem um pouco e tenho logo o pingo no nariz e a garganta que arranha, acompanhado claro da nossa amiga tosse. Aquela tossezinha irritante que se aloja na nossa garganta e lhe faz cócegas só pelo prazer de nos ouvir a tossir a cada minuto que se passa.

E antes que vocês venham aqui falar-me da covid e que deveria fazer um teste só para despiste e bla bla bla, esqueçam! Eu recuso-me a enfiar aquela maldita zaragatoa pelo nariz adentro outra vez nas mãos de uma farmacêutica bruta que ainda tem o descaramento de me dizer "relaxe". Não aguento. Já me bastam os sprays nasais para a minha sinusite que também tenho que os enfiar quase até ao cérebro e sentir aquele jato de substância líquida e ardente que me faz chorar dos olhos.

Pela primeira vez na minha vida vou fazer uma canja de galinha para o almoço. Não deve ser difícil, basta seguir a receita... digo eu assim com uma autoconfiança um pouco duvidosa. Afinal é só cozer a galinha e meter massa lá para dentro, não é? Desejem-me sorte!

 

Dêem-me um Percurso Pedestre e eu sou feliz

Milorde, 10.10.22

Domingo é aquele dia da semana em que não há nada para fazer a não ser: estar uma hora à espera de mesa num restaurante para no fim comer apenas um frango no churrasco; ficar em casa esparramado no sofá a ver séries na Netflix e a comer bolachas cheias de açúcar ou então ver aqueles programas de domingo à tarde tão interessantes (ou não) em que promovem a música popular portuguesa e os números de telefone que dão muitos prémios; fazer compras em supermercados cheios de gente que se atropelam para pegar aqueles produtos que começam a escassear e depois esperar pela nossa vez de pagar nas caixas enquanto ouvimos uma discussão de casal ou uma senhora ao telefone a contar os seus problemas pessoais. Ou então passear no meio da natureza.

Quanto a vocês não sei, mas eu prefiro a última opção.

Encontrei este percurso por um acaso, na verdade estava à procura de um local agradável que certo dia vi de passagem e disse que tinha de lá voltar tal era a beleza, e quando procurei no GPS pelo parque ele levou-me até ao início de um trilho que descobri e o percorri com grande alegria.

Trata-se de um Percurso Pedestre em terras de Santa Maria da Feira no meio da natureza no seu estado puro. Um percurso ao longo do rio Uíma de 4 quilómetros que se inicia em Nadais e termina nas Caldas de São Jorge, e não estou a falar de um passadiço, o caminho é mesmo com os pés na terra que percorremos em silêncio para escutar os sons da natureza e dá água que segue o seu curso.

Melhor que palavras tenho algumas imagens para partilhar. Espero que gostem.

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Chuva de outono

Milorde, 16.10.21

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Coloquei roupa na máquina para lavar. Com uma semana de temperaturas altas para a época, um grande sol e céu limpo, ainda pensava eu que iria a tempo de secar mais roupa antes da semana de chuva que se avizinha. Coloquei uns headphones e fui dar a minha caminhada como todas as manhas para vila ao som dos Boney M.

By the rivers of Babylon, there we sat down
Ye-eah we wept, when we remembered Zion

Mais uma curiosidade sobre Milorde: adoro músicas dos anos 70/80. O céu esta manhã estava cinzento mas nada fazia prever que minutos depois tive que correr desalmadamente pela rua para chegar a casa o mais rápido possível afim de não apanhar uma molha.

Quando cheguei a casa a Maria já tinha laminado os cogumelos para o almoço. O Sebastião ainda dorme. O Misha veio dar-me as boas vindas enrolando-se nas minhas pernas e agora está a aninhado junto aos meus pés enquanto escrevo.

Adoro o outono, mas é que adoro mesmo!