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Milorde

Princesa linda sem fim, que me criou

Milorde, 09.03.22

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Sabem aquelas músicas que ouvíamos quando éramos crianças e quando as voltamos a ouvir uma catrefada de memórias invade a nossa mente?

Isso aconteceu-me ontem quando ouvi algumas músicas do Tony Carreira, um cantor que a minha avó gostava muito. E há uma música que ele dedica à mãe que diz "princesa linda sem fim, que me criou"!

Foi a minha avó que me criou. A minha mãe foi mãe muito jovem e com um casamento conturbado, uma instabilidade financeira incapaz de me dar aquilo de que precisava. Bastava eu entrar por aquela porta e tinha tudo! Talvez nem tudo... mas o amor que eu sentia ali naquela casa enchia-me a alma. Agora sempre que entro lá só encontro o vazio.

A minha avó passava tardes inteiras de domingo a ouvir os concertos do Tony Carreira que passavam na televisão por vezes, antes destes programas que agora passam cheios de números 761 que oferecem muito dinheiro. Cheguei mesmo a comprar-lhe um DVD com um concerto ao vivo desse cantor para ela ver quando quisesse.

A minha avó faleceu há 4 meses. A princesa linda sem fim que me criou descansa em paz de uma vida dura. Por cá ficam as saudades e as memórias.

Agora digam-me vocês: qual é a música (ou as músicas) que vos trazem memórias?

Mais uma rixa!

Milorde, 12.11.21

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Como já diz o ditado antigo: em dia de São Martinho come-se castanhas e bebe-se um bom vinho. E nisso os habitantes de Barbalimpa são fortes! O Jorge organizou uma pequena festa no seu café para comemorar o dia, ofereceu um pacotinho de castanhas assadas bem salgadas aos convidados (para puxar a pinga), e convidou até um grupo de cantares ao desafio.

Ao som das concertinas e de vozes bem altas e desafinadas (que cantavam uma série de parvoíces de cariz sexual), o pessoal dançava, cantava, gritava, davam murros na mesa e batiam o pé ao som da música.

Sou Gonçalo de Amarante

Está escrito na tabuleta

Quem tem mulher vai lá

Quem não tem bate à punheta.

Vocês já devem ter percebido. O Russo, que já tinha bebido pelo menos 4 taças de vinho tinto, lançou um piropo qualquer a uma mulher. O problema é que a mulher em questão estava acompanhada do marido que, obviamente, não gostou do comentário e partiu logo para a violência, desferiu-lhe um soco na boca. As pessoas que estavam perto logo foram acudir dizendo ao homem para ter calma, que aquilo era tudo uma brincadeira, mas o que é certo é que o Russo foi para casa com a boca a sangrar.

Depois do sucedido a festa esmoreceu. O grupo de cantares ao desafio deu por terminada a sua atuação e começaram a arrumar as ferramentas. Os restantes diziam que se fosse com eles a cena não se teria passado assim, comentários esses que só começaram quando o agressor se foi embora, claro está.

Bem faço eu que não frequento esse tipo de festas senão, com um pouco de azar, ainda sobrava para mim.

 

Chuva de outono

Milorde, 16.10.21

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Coloquei roupa na máquina para lavar. Com uma semana de temperaturas altas para a época, um grande sol e céu limpo, ainda pensava eu que iria a tempo de secar mais roupa antes da semana de chuva que se avizinha. Coloquei uns headphones e fui dar a minha caminhada como todas as manhas para vila ao som dos Boney M.

By the rivers of Babylon, there we sat down
Ye-eah we wept, when we remembered Zion

Mais uma curiosidade sobre Milorde: adoro músicas dos anos 70/80. O céu esta manhã estava cinzento mas nada fazia prever que minutos depois tive que correr desalmadamente pela rua para chegar a casa o mais rápido possível afim de não apanhar uma molha.

Quando cheguei a casa a Maria já tinha laminado os cogumelos para o almoço. O Sebastião ainda dorme. O Misha veio dar-me as boas vindas enrolando-se nas minhas pernas e agora está a aninhado junto aos meus pés enquanto escrevo.

Adoro o outono, mas é que adoro mesmo!