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Milorde

O Milorde de ressaca

Milorde, 06.01.23

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Desde pequeno que gosto de ler. Quando comecei a juntar as letras para formar palavras achei aquilo tão interessante que aos poucos já lia frases inteiras, das frases inteiras passei a parágrafos e logo depois já lia um texto sem dificuldade nenhuma, com apenas 6 anos. Sentava-me nas escadas da casa da minha avó enquanto ela lavava a roupa no tanque e lia pequenos contos dos meus livros escolares. Ela escutava-me com interesse e deliciava-se com a minha leitura, dizia a toda a gente que tinha um neto muito inteligente. O mesmo fazia à noite para a minha mãe e os meus tios quando chegavam do trabalho e recebia sempre muitos elogios em troca.

Com o tempo passei a trazer livros para casa da biblioteca da escola. Lia sobretudo livros de aventuras e banda desenhada mas sonhava sempre com o dia em que pudesse e conseguisse ler livros grandes, com muitas páginas, embora tivesse algum receio de não conseguir.

Lembro-me que o primeiro livro que requisitei num biblioteca pública foi "Os Maias" de Eça de Queirós. Não consegui lê-lo até ao fim porque é preciso estar preparado para uma leitura tão exigente a nível de vocabulário e atenção às quais não estava habituado. Porém, comecei a ler os livros do Harry Potter, os do Nicholas Sparks, José Rodrigues dos Santos, Richard Zimler e nunca mais parei.

Quando alcancei a minha independência económica comecei a comprar livros e posso dizer-vos que atualmente tenho mais de 200 livros em casa, a maioria deles ainda por ler! Admito que por vezes compro mais por prazer de os ter cá comigo do que por necessidade e quem é apaixonado pelos livros sabe do que falo.

Li muito, não tenho conta de quantos livros já li e reli na minha vida. Infelizmente, sem razão aparente, esse meu gosto pela leitura esmoreceu, caiu por terra. Não sei o que se passa mas sempre que pego num livro, leio as primeiras páginas depois encosto e não volto a pegar nele. Tenho em stand by o livro "A Amiga Genial" um livro ótimo que tem excelentes críticas e que li já metade, contudo não tenho vontade de voltar a pegar nele. Iniciei também o novo livro de Richard Zimler e voltei a fazer o mesmo.

Dizem que isto se chama ressaca literária que é basicamente aquele sentimento de não querer ler nada. Não sei o que fazer em relação a isso. Penso que será algo que retornará um dia e espero ansiosamente por isso.

Já passaram por uma situação semelhante?

Último olhar de Miguel Sousa Tavares

Milorde, 08.12.21

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Fui à biblioteca à cidade mais próxima porque aqui em Barbalimpa não existe uma. E trouxe logo este livro comigo pois sou apreciador deste autor. Miguel Sousa Tavares nunca me desilude. Depois de "Equador", "Rio das Flores" e "Madrugada Suja", o meu top 3 deste autor, "Último Olhar" é um livro que vai alargar o meu top para um 4.

Este romance fala-nos de diversos assuntos interessantes desde a guerra civil espanhola, pelo campo de concentração nazi em Mauthausen na Áustria, até à situação de pandemia da qual todos nós ainda passamos.

É um livro de fácil leitura que eu recomendo.

Com amor, Simon

Milorde, 10.10.19

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Com amor Milord (ah perdão), Simon!

Simon é um estudante de 17 anos que ainda não "saiu do armário", ou seja ainda não assumiu a sua homossexualidade. Troca emails com outro rapaz e desenvolve uma paixão platónica por ele. Alguém descobre e decide fazer chantagem com ele em troca do seu segredo.

Esta é uma história de coragem e, acima de tudo, de amor.

 

 

O livro do ano segundo a Bertrand

Milorde, 08.10.19

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Comprei este livro porque toda a gente falava nele. "Ai é tão lindo! Vais chorar no final... é um livro maravilhoso", diziam-me. Depois foi considerado o melhor livro do ano segundo a livraria Bertrand, um sucesso de vendas. Como leitor compulsivo, ávido por boas histórias, também eu teria de o comprar e ler... E a minha opinião, sincera e honesta, valendo o que vale, é a seguinte: há melhores!

 

Em primeiro lugar acho muito triste que o título Auschwitz já por si só é algo apelativo. Existem imensos livros com este nome, O tatuado de Auschwitz, As gémeas de Auschwitz, A bibliotecária de Auschwitz, etc, escritos por autores que sabem que será algo que vende bem. Faz-me acreditar que alguns se servem da desgraça alheia para seu próprio benefício. Não gosto.

Depois, para aqueles que gostem de ler sobre este assunto, considero que existem muitos outros livros bem melhores mas não tão bem conhecidos pois não tiveram a felicidade de serem publicitados.

A história, baseada num relato real, é bonita, não digo que não. Uma história de coragem, sobrevivência, desumana e afim. Mas a forma como o livro está escrito torna-o vulgar, como se fosse algo que lemos noutro lugar, fechamos e esquecemos. Não dá vontade de o reler mais tarde.

 

Se gostam de um bom livro sobre a segunda guerra mundial, a Alemanha nazi, a perseguição a judeus e etc, leiam A sétima porta de Richard Zimler. Esse sim é um romance inesquecível!

Fica a dica.