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Milorde

O eleito

Milorde, 27.09.21

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Américo Tomás ganhou pela segunda vez as eleições, com cerca de 300 votos de diferença do seu opositor, e assim teremos um segundo mandato dele aqui na vila de Barbalimpa. Parece que a cerveja gratuita que o Anacleto anunciou para todos os habitantes da vila caso ganhasse não surtiu o efeito desejado. Fez uma publicação no Facebook com um texto de Theodore Roosevelt:

É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.

Isto parece-me ter um pouco de ressentimento, mas quem sou eu para falar de política se não passo de um mero personagem plebeu de um blogue? Eu limito-me apenas a relatar as notícias desta vila.

Esta manhã acordei com a música aos berros do quarto do Sebastião de uma banda que ele diz se chamar AC/DC.

I'm on the highway to hell

On the highway to hell

Highway to hell

I'm on the Highway to hell

 

Ouvir isto a uma segunda-feira de manhã não é agradável, desculpem-me os fãs!

Mas falemos de coisas bem melhores, como diz aquela canção popular portuguesa, e o que vos vou contar não é ficção. Hoje irá nascer um novo membro para esta família. Chama-se Dinis como o sexto rei de Portugal (o Trovador, casado com Isabel de Aragão a Rainha Santa), o meu primeiro sobrinho homem (tenho 3 sobrinhas) e não poderia estar mais contente com esta nova vida que começa.

 

Novas tecnologias

Milorde, 10.02.20

Esta manhã a Maria pediu ao Sebastião que lhe criasse uma conta no Facebbok. Ele olhou-a desconfiado e eu perguntei-lhe porque é que ela queria uma conta nessa rede social.

- É para passar o tempo. Agora toda a gente anda de olho no telemóvel a mexer no Facebook e eu também quero! Tenho direito de estar atualizada. Anda lá moço, mete aí!

- Ó mãe eu não acho que seja uma boa ideia.

- Mas eu não pedi a tua opinião! Anda lá cria uma conta pra mim.

Contrariado, o moço começou então a tocar no telemóvel da mãe e instalou a tal aplicação. Apenas demorou alguns minutos e, após escrever algumas informações específicas, o Sebastião perguntou se ela queria colocar alguma fotografia sua para que os outros soubessem quem era. Maria disse que preferia tirar uma fotografia lá fora junto das plantas para que fique mais bonita e, então, os dois saíram.

Perguntei à Condessa, em tom de brincadeira, se ela também não queria criar uma conta no Facebook. Ela levantou os olhos do seu romance e respondeu:

- Ah, eu não perco tempo com essas coisas da internet - e voltou à sua leitura, como se ela tivesse algo muito mais importante a fazer.

Os dois voltaram de lá de fora e, após algumas explicações de como funcionava a aplicação, o Sebastião pegou na sua mochila para ir para a escola.

- Não te esqueças de aceitar o meu pedido de amizade! - gritou a Maria atrás das suas costas e foi para a cozinha toda divertida.

A Pauline também passa bastante tempo vidrada no seu smartphone e, ao dar-se conta disso, tal como um clique, a Condessa disse que tinha que arranjar um professor particular fluente em francês para a neta, pois esta não pode estar tanto tempo sem aprender. Concordei com ela.

Ouvimos uma grande gargalhada vinda da cozinha que nos assustou por momentos.

- Maria, não se esqueça do nosso chá! - berrei para a cozinha.

A Maria descobriu o Facebook.