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Milorde

Milorde Talks

Milorde, 19.01.23

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Muito se tem falado, e sobretudo criticado, sobre o evento Cristina Talks. O Milorde não vai bater mais no ceguinho, até porque as pessoas são livres de gastar o seu dinheiro onde lhes aprouver, mas toda esta situação deu-me uma ideia que quero pôr em prática de seguida e espero que vocês me acompanhem.

Pensei em realizar um evento online que irá se chamar nada mais nada menos que Milorde Talks - um nome original, não é? - em que basicamente eu vou dizer uns disparates, coisa que nunca faço na vida; umas frases motivacionais tais como: "tu és mais forte do que pensas", "a vida é a sala de espera para a morte", "fazer xixi sentado é melhor para não sujar a sanita"; e também vou dizer-vos que com o meu primeiro salário comprei uma t-shirt que tinha escrito "made sex", que na altura não percebia nada de inglês e passeava com aquela t-shirt vestida com um orgulho enorme!

Claro que não irei realizar este evento gratuitamente, vocês bem sabem como a vida está cara, estamos em pela crise económica. Terá um custo de 19€ - que é para não chocar as pessoas e meter logo 20€.

Apressem-se porque estou a fazer conta de que os bilhetes irão esgotar em poucas horas!

O Milorde das superstições

Milorde, 14.01.23

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Ontem quando estava a sacudir os tapetes, por volta das 20 horas onde a noite já era cerrada, a minha mãe disse para não o voltar a fazer porque, segundo ditos antigos, sacudir os tapetes à noite é como se sacudisses o dinheiro da tua casa. E logo numa sexta-feira 13!

A minha mãe crê em muitas superstições, tais como:

  • 7 anos de azar para quem parte um espelho;
  • pedir desejos quando vemos uma estrela cadente;
  • trevo de 4 folhas traz sorte;
  • bater na madeira sempre que se fala em algo ruim que poderia acontecer;
  • orelha esquerda quente e vermelha é sinal que alguém está a falar mal de ti;
  • andar de costas é chamar a morte;
  • varrer os pés faz com que a pessoa não case;
  • comichão na palma da mão ou avistar uma aranha pequena preta é sinal de dinheiro;
  • borboleta amarela que entra em casa é sinal de visitas;
  • guarda-chuva aberto dentro de casa dá azar;
  • fechar a porta às visitas para que elas voltem;
  • contar as estrelas pode trazer verrugas;
  • se engolires uma pastilha elástica ela pode colar no estômago e podes morrer;
  • assobiar à noite atrai males;
  • atravessar uma pessoa faz com que ela não cresça mais;
  • falar de cancro perto do lume pode trazer a doença para ti;
  • sempre que alguém falar algo ao mesmo tempo que tu, tocar em algo preto para trazer sorte;
  • deixar dinheiro em cima da mesa traz miséria;
  • uma pega a cantar perto de ti é pronúncio de morte;
  • etc.

Existe uma quantidade enorme de superstições que fui ouvindo desde criança que muitas das vezes também as faço sem me dar conta, é quase automático.

E agora quero saber das vossas superstições. Quais se lembram?

O Milorde nas redes sociais

Milorde, 13.01.23

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Estou cada vez mais rendido às redes sociais. Tenho criado conteúdos para obter mais reações por parte das pessoas e tenho conseguido bons resultados. Aconselho todos vocês a fazer o mesmo para trazer mais pessoas das redes sociais para os nossos blogues. Temos que nos dar a conhecer!

E já agora não deixem de visitar a minha página Facebook e Instagram e deixar o vosso like.

O Milorde e a corrupção

Milorde, 12.01.23

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O meu carro não passou na inspeção periódica devido a vários problemas que o inspetor tão bem descreveu numa carta vermelha que me estendeu enquanto me disse "tenha um bom dia". Que lata!

Vim para casa chateado como se o mundo todo tivesse culpa de eu ter uma lata velha à qual chamo de carro que as minhas pequenas poupanças me permitiram comprar. Porém nada mais havia a fazer a não ser levá-lo a uma oficina para o arranjar e o preparar para refazer uma nova inspeção. Quando estamos doentes, vamos ao médico; quando o carro não está bem, vamos ao mecânico; é assim a lei da vida.

Liguei para o meu mecânico e a resposta dele à minha situação foi curta: passa por cá quando puderes para nós falarmos. Achei esta resposta estranha. Esperava ouvir um "temos que ver isso" pelo menos.

Quando lá cheguei e lhe mostrei a carta vermelha ele simplesmente me disse em voz baixa: isto vai te ficar muito caro, o melhor a fazer é tu dares-me 65€ e eu vou com o carro a outro centro de inspeções e ele passa.

- 65€ para quê? - perguntei.

- São 30 para a inspeção, 20 para o gajo e 15 para mim para o meu trabalho.

- Qual trabalho? - voltei a perguntar pensando eu que ele iria arranjar alguma coisa.

- O de o levar lá.

Foi esta a nossa conversa, sem tirar nem pôr. Insisti com ele para, no mínimo, fazer um orçamento para ver quanto ficava o conserto do carro e assim tomar uma decisão. Recusou-se a fazê-lo indicando sempre que seria muito caro. Dirigi-me depois a outro mecânico para obter uma segunda opinião e a resposta foi exatamente a mesma. Não vale a pena arranjar, o melhor é dar o dinheiro e o carro fica aprovado.

Claro que eu não sou inocente e sei perfeitamente que estas situações acontecem. Vários amigos me disseram que eu era burro, bastava colocar uma nota de 10€ na mão do inspetor aquando da inspeção e o carro passava com uma folha verde limpa de imperfeições. Eu apenas procurava uma alma caridosa, como se procurasse uma agulha no palheiro, que pegasse no meu carro e me dissesse quanto custava o reparo.

Após algumas tentativas lá encontrei um senhor, que esse sim posso chamar de mecânico, que fez o seu trabalho. O conserto do meu carro ficava por volta dos 120€. Aceitei o orçamento e o senhor reparou o meu carro. Voltei ao centro de inspeções e o meu carro passou sem nenhum problema apontado.

O Milorde é contra e recusa-se a ser conivente com qualquer tipo de corrupção.

O Milorde Botânico

Milorde, 05.12.22

Ofereceram-me uma floreira com três prateleiras para colocar vasos. Como não tinha algum vaso para lá colocar - a minha mãe tem apenas alguns catos que estão na varanda -, decidi ir a um horto para comprar plantas de interior, e foi assim que tudo começou.

Comprei três plantas que infelizmente, e digo isto mesmo com alguma tristeza, não vingaram. Consegui apenas salvar uma. E porquê Milorde? Por 4 erros que não devemos cometer:

  • Mal cheguei a casa a primeira coisa que fiz foi mudar as plantas de vaso. Errado! Uma coisa que aprendi nesta minha jornada como botânico amador é que existem épocas para fazer as mudas das plantas, não é quando nos apetece;
  • Comprei a terra mais barata que havia no horto, uma terra universal. Errado! As plantas de interior não aceitam qualquer substrato, tem que ser um substrato próprio para elas;
  • Mudei as plantas para vasos sem furos. Muito errado! Os vasos têm que ter obrigatoriamente furos para que a planta possa drenar a água;
  • Coloquei as minhas plantas ao fundo das escadas, num sítio escuro. Errado, errado e errado! As plantas têm que ter muita luz para sobreviver, mas não sol direto porque pode queimar as folhas.

Após este desastre comprei mais três plantas. Passado umas semanas comprei mais uma, depois outra, e outra... neste momento tenho 11 plantas em minha casa! A minha mãe diz que esta casa mais parece um horto.

Penso que Milorde está a ficar com uma certa obsessão pelas plantas... será que devo me preocupar?

O Milorde domingueiro

Milorde, 30.11.22

Domingo foi mais um dia de descoberta pela natureza e desta vez fui ao Parque da Fonte do Estalisnau que fica no concelho de Ovar.

Não é um percurso pedestre como inicialmente pensei, é apenas um parque que contém dois moinhos: um deles restaurado e um outro em ruínas. Dispõem de alguns passadiços que nos levam até uma cascata onde não tirei fotografias porque a água estava muito suja e perdeu toda a sua beleza natural. Terei que voltar um outro dia em que a meteorologia esteja mais apelativa.

Porém deixo aqui algumas fotos.

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O Milorde e uma história de vida

Milorde, 23.11.22

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Em conversa com a minha mãe sobre o amor de uma família, ou a falta dele, depois de um bom almoço que tão bem preparou, disse-me que em toda a sua vida nunca recebeu um beijo ou um gesto de carinho da sua mãe nem do seu pai.

O meu avô materno, que eu não conheci, era um homem muito severo e violento. A minha avó uma mulher trabalhadora. Todas as manhãs bem cedo a minha mãe tinha que ir para o campo cortar erva com uma foicinha para dar de comer ao gado, mesmo nos meses de inverno em que a erva era tão gelada como a neve. Na escola levava uma reguada por cada resposta errada nas mãos estendidas sobre a secretária da professora, à noite tinha que tentar afastar o seu pai quando este, com uma faca, uma arma, um martelo, as mãos, agredia a sua mãe dizendo que ela tinha amantes e que qualquer dia a matava.

A minha mãe casou cedo e depressa saiu daquele ambiente aterrorizador mas não para melhor. Levou a primeira coça do meu pai quando ainda estava grávida de 3 meses. Desmaiou e levou com um balde de água fria para acordar. Divorciaram-se após sete anos de um casamento conturbado e a partir daí a presença do meu pai na minha vida foi muito pouca. A minha mãe criou 3 filhos sozinha com muitas dificuldades e uma educação rígida.

Hoje sempre que vejo o meu pai ele dá-me dinheiro debaixo da mesa talvez para de alguma forma pagar a sua ausência durante tantos anos. Noto na minha mãe que é uma mulher revoltada pela vida injusta que levou mas que se derrete em doçura com os netos.

Eu também em toda a minha vida nunca recebi um beijo ou um gesto de carinho da minha mãe nem do meu pai.

A Curandeira

Milorde, 21.11.22

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Era um jovem adulto quando tive um pesadelo tão medonho que me deixou com medo de dormir. Deitava-me a pensar que quando adormecesse tivesse um outro pesadelo que me fizesse acordar com o coração a bater a mil pulsações e, então, esse receio impedia-me de adormecer. Junto com esse receio o meu cérebro criou uma espécie de tormento em relação ao ato de dormir, comecei a pensar que quando dormimos é como se deixássemos de existir neste mundo, que podia mesmo não voltar a acordar, fiquei completamente apavorado com essa ideia que recusava-me mesmo a fechar os olhos.

A minha mãe quando descobriu este meu medo, obviamente que ficou bastante preocupada com o meu estado de saúde e quando o comentou com uma vizinha nossa na altura, a senhora disse:

- Não se preocupe. O seu filho precisa de ir ver uma senhora que eu conheço que tem morada aberta. Ela faz-lhe umas benzas e de certeza que depois disso ele vai dormir melhor.

Sabem que na altura a doença mental era algo do qual não se falava. Quem visitava um psiquiatra ou até mesmo um psicólogo eram os malucos e como eu não era maculo - e também porque jamais aceitaria me consultar com um médico de saúde mental devido a todo esse estereótipo - nunca passou pela cabeça da minha mãe levar-me ao médico por ter problemas em dormir.

Assim, num sábado à tarde em que o céu se pintou de cinzento, a minha mãe meteu-me uma nota de 5 euros no bolso e um saco com três cuecas minhas para benzer e fui com a minha vizinha à casa da tal senhora curandeira que levava apenas o que as pessoas podiam dar. Chegamos a uma casa com a tinta desbotada e algumas ervas daninhas enfeitavam um jardim que não tinha mais de 6 metros quadrados. Subimos as escadas e fiquei à espera num Hall com azulejos pretos e brancos numa ilusão de ótica enquanto a minha vizinha falava com a senhora sobre o meu problema.

Até então a senhora comia a sua sopa com os olhos postos numa tigela fumegante e, de repente, ergueu o seu olhar na minha direção e observou-me de alto a baixo. Senti-me totalmente exposto.

- Ele que se sente ali - ordenou apontando um dedo ossudo na direção de uma cadeira de madeira encostada a um canto.

Sentei-me e esperei que ela acabasse de comer a sua sopa. De seguida a senhora levantou-se, pegou numa pequena cruz de madeira que estava pousada numa mesinha cheia de santas de barro e velas ardidas - uma espécie de altar -, e dirigiu-se a mim. De pé à minha frente e com um uma mão nas costas da cadeira onde estava sentado, com os olhos fechados e com uma voz embargada, começou por dizer:

- Palhas, alhos e alecrim. Que tudo seja assim.

Enquanto dizia a suas rezas balançava a pequena cruz para trás e para a frente numa espécie de transe. Fez o mesmo a cada cueca minha e ordenou-me que vestisse uma por dia depois de lavar bem a minha zona genital apenas com água morna e sabão rosa.

Disse à minha vizinha que eu tinha muito ar que ela eficientemente talhou, como se eu não estivesse ali para ouvir. Estendi-lhe a nota de 5 euros que a minha mãe me tinha dado para o pagamento do serviço que ela recusou dizendo que não podia tocar em dinheiro depois de ter feito tais rezas contra uma força malévola maior. Disse-me para pousar o dinheiro numa caixinha ao pé do altar improvisado dela. Saímos enquanto a senhora fechava uma porta de rua perra com força para ir à missa.

Fiz tudo direitinho como ela mandou nos dias seguintes. Os pesadelos não desapareceram. Acompanham-me ainda hoje.

 

O Milorde apressado

Milorde, 04.11.22

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Era uma manhã em que o céu se pintou de um cinzento escuro de onde caía uma chuva fina que nos lambia de cima abaixo. Saí de casa já atrasado para a minha consulta no hospital que estava marcada para as 11:30 e, a não ser que eu tivesse um jato particular, nunca conseguiria chegar lá a tempo. Há uma coisa sobre mim que vocês ainda não sabem: eu chego sempre atrasado! Não há hipótese. Eu bem tento programar as coisas com tempo, organizar tudo antes, contar todos os minutos, etc., mas mesmo assim há sempre alguma coisa que me atrasa.

Cheguei ao hospital depois de uma condução desenfreada e com o vidro do carro todo embaciado que quase não conseguia ver a estrada. Obviamente não havia um único lugar livre no estacionamento - às vezes até penso que existem pessoas que deixam lá os carros toda a noite ou então chegam às 5 da manhã só para poderem estacionar e complicar a vida aos outros - então tive que estacionar a cerca de 1 km de distância. Tenho sempre um guarda-chuva de reserva na mala do carro mas nesse dia, o dia em que mais precisei dele depois de tantos meses sem chover uma gota neste país, o guarda-chuva tinha desaparecido!

- Este dia tem tudo para correr bem! - disse eu em voz alta.

Corri pelas pedras da calçada dispostas geometricamente no passeio, tal como o meu caro João faz nas maratonas, para ver se não me molhava tanto e quando cheguei ao edifício, ofegante e com o cabelo colado à testa, a fila para o atendimento chegava à porta.

Fantástico. Não tive opção senão aguardar pela minha vez. De repente apareceu uma senhora que dizia querer apenas fazer uma pergunta. As pessoas, na sua boa vontade, deixaram-na passar e quando ela se dirigiu à receção já com o cartão de cidadão na mão para dar entrada no sistema dos seus dados, as pessoas começaram a reclamar. Foi como se ela tivesse colocado um fósforo numa moreia de palha!

- Ó minha senhora, era só uma pergunta!

- Tem que aguardar a sua vez na fila!

A mulher que estava na receção com cara de poucos amigos atrás de um vidro cheio de perdigotos lá lhe disse que tinha que, devido às reclamações, tinha que esperar pela sua vez. A senhora, a reclamar sobre a falta de respeito das pessoas como se ela própria não tivesse faltado ao respeito aos demais, foi para o fim da fila e uma outra, que também dizia querer fazer uma pergunta - pessoas curiosas! - seguiu-lhe o exemplo.

Finalmente chegou a minha vez. Disse à rececionista que estava um pouco atrasado com um sorriso envergonhado que mereceu, nada mais nada menos, um revirar de olhos de uma funcionária já cansada de um dia de trabalho que mal tinha começado. Tinha uns auscultadores com um microfone para onde confirmou o meu nome e o meu número de telefone assim em alto e bom som para o caso de alguém naquela fila interminável me quiser contactar para o que for. Querem privacidade? Não vão ao hospital público.

Quando cheguei a casa tinha uma dor de cabeça descomunal. Coloquei duas aspirinas num copo com água e enquanto as via a desfazerem-se numa espuma branca com bolhinhas pensava em como o tempo passa depressa e nem o sentimos.

O Milorde conta um conto e acrescenta um ponto

Milorde, 24.10.22

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O Maurício é um colega brasileiro que está em Portugal há 3 anos. Quando chegou cá a primeira coisa que fez, depois de ter tratado de toda a burocracia necessária para ficar, foi procurar um imóvel para comprar com as economias que conseguiu juntar. Através de uma busca pela internet encontrou uma casa que lhe pareceu perfeita para ele e para a sua família habitarem num site de uma agência imobiliária muito conhecida que não vou dizer o nome (apenas digo que começa com R e acaba em X).

Ligou para a agência a manifestar o interesse na habitação e recebeu a seguinte resposta do outro lado da linha: "Os bancos portugueses estão a emprestar dinheiro para os brasileiros?". Assim de rompante. O Maurício desligou o telefone na cara do interlocutor e no dia seguinte dirigiu-se à agência imobiliária pessoalmente para perguntar ao senhor se era assim que ele falava com um cliente. "Ah sabe nós estamos a fazer o nosso trabalho... peço desculpa mas realmente a situação não está fácil...". O Maurício respondeu que tinha dinheiro para pagar aquele imóvel mas pelo atendimento que lhe foi prestado já não o queria mais.

Isto levanta várias questões que se fosse a enumerá-las tínhamos aqui texto para ler durante dias a fio. O que eu queria mesmo realçar contando esta história é o mau atendimento ao público que verificamos cada vez mais no nosso dia a dia. Longe vai o tempo em que para trabalhar no atendimento ao público o requisito mínimo seria ser simpático para o cliente.

O mesmo acontece numa loja de eletrodomésticos - muito conhecida também - em que ninguém está disponível! Quase que temos que andar atrás deles para pedir uma informação, um aconselhamento. Já me aconteceu estar dentro de uma Worten Mobile durante um bom período de tempo em que estavam 4 pessoas atrás do balcão e ninguém se dignou a aproximar-se de mim perguntando se precisava de ajuda.

Nas lojas de roupa somos atendidos por miúdas carregadas de maquilhagem que nos dizem apenas "bom dia, obrigado, o próximo" sem mesmo nos olhar e por cima de uma música ensurdecedora que quase nem as ouvimos. Nos supermercados nem vou falar! Deseja fatura com número de contribuinte?

Na minha opinião todas estas pessoas deveriam ser submetidas a uma formação básica sobre um atendimento ao público. Já trabalhei na mesma área por diversas vezes e em momento algum, e por qualquer razão que seja, deixei de ser simpático e prestável para um cliente, nem faz parte da minha educação não sê-lo.

Sejamos mais gentis e deixemos de tratar as pessoas como números mas sim como humanos.