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Milorde

Os dias de Milord

Milorde, 17.10.19

Já não aperto assim tanto o meu cinto. Milord já engordou um pouco à custa dos belos cozinhados de Maria. A minha nova criada pode ter muitos defeitos mas cozinha tão bem que dou por mim a lamber o prato e muitas das vezes até repito uma segunda vez. No outro dia confecionou um pato com laranja que estava divinal! Perguntei-lhe onde ela arranjou o tal pato e ela disse-me que no parque da cidade existem muitos a grasnar e a pedir pão aos transeuntes e que ninguém daria pela falta de um. Começo a gostar mais dela, a mulher é desenrascada.

O mesmo não posso dizer de Sebastião, o seu filho adolescente. O rapaz é irrequieto e está sempre a fazer asneiras. Ainda ontem apanhei-o na minha sala de estar com as calças baixadas e com uma fita métrica a medir a sua pila. Quando soltei um "oh" de espanto ele simplesmente virou-se para mim com um sorriso arreganhado e disse: já tem 15 cm! Gritei pela Maria que veio logo a correr com um chinelo na mão enquanto ele corria pelas escadas acima tentando, atabalhoadamente, vestir de novo as calças.

Misha, o meu gato de estimação, esconde-se sempre debaixo da cama quando lhe digo que está na hora do seu banho. Tento sempre suborna-lo com uma tigela de leite para que ela saia de lá mas o gato simplesmente mia e enrola o rabo, aninhando-se para dormir mais uma soneca, como quem diz: vai à merda!

A chuva continua e os dias começam a ficar mais curtos. A EDP vai ficar contente com isso mas Milord vai deprimir quando vier a fatura para pagar.

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