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Milorde

Vamos falar sobre ansiedade?

Milorde, 03.11.23

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A ansiedade é um estado emocional comum que a maioria das pessoas sentem em algum momento nas suas vidas. Pode variar de preocupações ocasionais a sentimentos intensos e persistentes de medo e preocupação. A ansiedade pode ser desencadeada por diferentes situações, como problemas no trabalho, stress financeiro, eventos importantes na vida, preocupações de saúde, entre outros.

Existem vários tipos de transtornos de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico, fobias específicas, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno de stresse pós-traumático (TEPT), entre outros. Cada um tem características específicas e pode afetar as pessoas de maneiras diferentes.

Alguns dos sintomas comuns de ansiedade incluem:

  1. Preocupação excessiva.
  2. Sensação de nervosismo, agitação ou tensão.
  3. Aumento da frequência cardíaca.
  4. Respiração rápida.
  5. Dificuldade em dormir.
  6. Dificuldade de concentração.

Existem muitas estratégias para lidar com a ansiedade, incluindo técnicas de gestão do stresse, como exercícios de respiração, meditação, exercícios físicos regulares, terapia cognitivo-comportamental (TCC), e em alguns casos, a ajuda de medicamentos prescritos por um profissional de saúde.

É importante procurar ajuda de um profissional de saúde mental se a ansiedade estiver a interferir significativamente na qualidade de vida, nas relações ou no desempenho no trabalho ou estudos (sim, as crianças e os jovens também podem sofrer de ansiedade!). A terapia e outras formas de tratamento podem ser muito eficazes no controlo da ansiedade.

 

Além da caridade

Milorde, 02.11.23

Sempre que vou ao supermercado há uma senhora que vem ter comigo a pedir-me uma moedinha para comer uma sopa. Na primeira vez que ela me abordou desculpei-me dizendo que não tinha dinheiro comigo, a senhora ficou muito chateada e mandou-me à merda, diretamente com todas as palavras.

Fiquei surpreso com tamanha reação e durante dias ignorei-a sempre que ela me abordava porque, meus amigos, a educação cabe em todo o lugar, sejamos ricos ou pobres.

Um dia da semana passada, quando fui ao tal supermercado, ela lá estava e mal me viu a sair da porta do estabelecimento dirigiu-se a mim mais uma vez. Pediu-me dinheiro para comer uma sopa. Disse-lhe que não tinha dinheiro comigo mas que se ela quisesse dava-lhe pão e uma peça de fruta para ela comer. Acham que ela aceitou? Não, não quis. Queria dinheiro.

A vida está difícil para muita gente. Até para mim, acreditem! Não dou dinheiro às pessoas que me abordam, dou comida. Algumas aceitam e agradecem, o que me enche o coração de orgulho pela pessoa generosa que posso ser. Outras não querem e viram as costas. Aí, deixo de ter pena.

Não quero ser pobre!

Milorde, 20.10.23

olá chuva, fazias falta, mas vai com calma, sim.p

Eu não quero ser pobre! Ser pobre é tipo ser um super-herói sem super-poderes.
Tu desdobras-te num monte de tarefas heroicas, mas não ganhas nem um cêntimo por isso. E a única coisa que se multiplica na tua vida é a lista de contas para pagar.

Se eu fosse rico, não precisava de fazer o meu próprio pequeno-almoço. Tinha um exército de chefs pessoais que se competiam entre si para preparar a melhor omelete.

Ser rico é poder gastar o teu dinheiro em coisas fúteis, como diamantes do tamanho de ovos de avestruz. Quando és pobre, as únicas coisas brilhantes na tua vida são as moedas no fundo da tua lata de trocos.

Não, definitivamente, eu não quero ser pobre. Ser pobre é como jogar um jogo de xadrez sem saber as regras, enquanto os ricos estão a brincar com peças de ouro maciço.

E sabes uma coisa? Se tu ainda não és rico, só posso dizer: continua a sonhar e a trabalhar, porque, afinal, quem quer ser pobre? A menos que tu estejas a fazer um curso intensivo de humildade e economia, é melhor manteres-te no caminho da prosperidade e do riso. Porque, no final das contas, o riso é gratuito, mas a pobreza... bem, definitivamente não é engraçada!

Abandonada

Milorde, 19.10.23

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Há uma música da Fafá de Belém que se chama Abandonada. Ouvi essa música imensas vezes quando era criança, tantas que ainda hoje sei a letra de cor. Tínhamos um rádio pequeno com um leitor de CDs que não funcionava muito bem, por vezes era preciso dar-lhe uma pancada para que a música começasse a soar, mas quando a minha mãe o conseguia pôr a funcionar era aquela música que tocava, e quando acabava ela voltava para trás para a ouvir uma e outra vez.

É uma canção triste em que a cantora brasileira diz o quanto sofre por ter sido abandonada por alguém. A minha mãe revia-se totalmente na letra, diria mesmo que aquela canção tinha sido escrita para ela, que demonstrava o quanto estava a sofrer por o meu pai nos ter abandonado.

Eu olhava para a minha mãe e via a angústia, a tristeza, o desgosto. Enquanto a música tocava ela ficava com o olhar vazio, perdida nas suas memórias. Tantas vezes que acordei durante a noite com o barulho dos seus soluços abafados pelos cobertores. A minha mãe sofreu muito!

Por vezes as pessoas me perguntam: porque não sais de casa e vais viver a tua vida? Porque ainda vives com a tua mãe aos 37 anos?

A resposta é simples. Porque nunca a vou abandonar! Jamais iria suportar ver novamente o sofrimento dela por estar sozinha. Viva o tempo que a minha mãe viver, eu vou estar SEMPRE junto dela.

 

Um bom vinho!

Milorde, 12.10.23

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O Sr. Joaquim convidou o padre da freguesia para ir jantar a casa dele.

O padre aceitou de imediato o convite mas com uma condição: ele quer uma boa garrafa de vinho para acompanhar a refeição e nada daquele vinho do garrafão que o Sr. Joaquim bebe.

Pois então que o Sr. Joaquim, sem esperar tamanha reação do pároco, pegou no seu carro e foi de propósito ao Intermarché comprar uma garrafa de um bom vinho que, diz ele, lhe custou mais de 10€.

As peripécias de um supermercado louco!

Milorde, 11.10.23

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Bem-vindos, caros leitores, a um mergulho hilariante no mundo dos supermercados, onde os produtos têm vida própria e travessuras não faltam! Preparem-se para uma aventura de risadas garantidas.

 

Capítulo 1: A Conspiração dos Pães de Forma

Os pães de forma, sempre alinhados nas prateleiras, têm um plano para conquistar o mundo dos pequenos-almoços! Eles estão determinados a formar um exército e dominar as torradeiras.

Um pão ousado sussurra para outro: "Vamos ficar tostados e crocantes para surpreender toda a gente!" O plano estava em andamento, mas, inesperadamente, um pacote de manteiga decidiu aderir à causa. O resultado? Um pequeno-almoço digno de comédia!

 

Capítulo 2: A Revolta das Cenouras

As cenouras, cansadas de serem sempre esquecidas, decidiram organizar uma greve na secção de vegetais. "Chega de ficarmos escondidas nas gavetas do frigorífico!" gritavam em coro.

Uma cenoura destemida liderou o movimento, fazendo discursos empolgantes sobre a importância de uma dieta balanceada. Elas marcharam pelo corredor, atraindo a atenção de todos os produtos. Até mesmo os brócolos se uniram à causa!

 

Capítulo 3: A Incrível Fuga do Frango Assado

Na secção do take-away, um frango assado decidiu que era chegada a hora de escapar. Ele saltou da bandeja e começou a correr pelo supermercado. O pobre cliente ficou perplexo e começou a persegui-lo.

O frango, usando as suas asas de maneira inusitada, fez manobras dignas de um filme de ação, driblando os obstáculos pelo caminho. No final, ele conseguiu sair pela porta do supermercado, deixando todos boquiabertos!

 

Epílogo: O Caos na Caixa

No momento do pagamento, os produtos uniram forças para criar caos na caixa. Os pacotes de biscoitos recusaram-se a passar pelo leitor de códigos de barras, os refrigerantes trocaram de lugar nos carrinhos e as pilhas de papel higiénico começaram a rolar.

Os clientes assistiram atónitos, misturando surpresa com risadas. E assim, nesse dia peculiar no supermercado, os produtos provaram que a comédia está em todos os lugares, até mesmo nas prateleiras do supermercado.

 

Espero que se tenham divertido com estas peripécias hilariantes! Fiquem atentos para mais aventuras absurdas e divertidas. Até a próxima!

A primeira consulta na psicóloga

Milorde, 28.09.23

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A primeira consulta na psicóloga foi estranha. Por ironia do destino, talvez, certo dia estava a ver uns desenhos animados na televisão quando um dos bonecos foi a um psicólogo e a consulta passou-se com o profissional de saúde a mostrar uns desenhos estranhos e perguntar o que é que o boneco via neles.

Como a minha imaginação era, e ainda é, muito fértil, comecei a ensaiar várias respostas na minha cabeça para o caso de ela me mostrar os tais desenhos para eu interpretar. Porém, tal não aconteceu.

Na primeira consulta eu seria acompanhado pela minha mãe mas as seguintes eu já deveria estar sozinho com ela. Então, após ela se apresentar, disse-me que podia confiar inteiramente nela para lhe contar o que quer que fosse, que gostava que eu a visse como a minha melhor amiga. "Deve estar a brincar", foi logo o que eu pensei. Tinha acabado de a conhecer e ela já estava a propor ser a minha melhor amiga? Bem que podia esperar sentada. Reparem que eu sempre fui às consultas contrariado, porque era obrigado a ir.

O que eu mais odiava era quando ela me obrigava a falar do meu pai. Era um assunto muito sensível, porque o meu pai não esteve presente uma grande parte da minha vida, e ela insistia comigo em todas as consultas para lhe contar como a falta da presença do meu pai me fazia sentir. Era uma tortura! Tantas vezes reprimi o choro por vergonha porque quando eu chorava na escola toda a gente dizia que era um miúdo mimado e sensível tal como uma menina (professores incluídos!).

Nunca me esqueço de uma pergunta que me fez certo dia: "quando vês os desenhos animados que mais gostas, alguma imaginaste estar no meio deles?" Respondi-lhe logo que não. Era mentira, jamais poderia afirmar isso porque vivia aterrorizado com a possibilidade de ser internado num hospital psiquiátrico. Mas sim, sempre me imaginei no meio deles. Imaginava que tinha um Pokémon que me defenderia de todos aqueles que me queriam fazer mal. E imaginava-me num mundo totalmente paralelo.

Na maior parte das consultas mantinha-me calado a olhar para o tampo da mesa que até hoje me lembro da cor. Eu não queria falar com ela. Aquela psicóloga nunca conseguiu arrancar nada de mim! E quem me dera poder voltar atrás no tempo! Certamente que teria outro tipo de atitude. E talvez me tivesse tornado num adulto mais seguro de si mesmo.

Preferia brincar sozinho

Milorde, 27.09.23

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Sempre fui um rapaz muito reservado e introvertido. Preferia brincar sozinho do que com os meus amigos ou colegas da escola porque eu não tinha as mesmas brincadeiras que eles. Divertia-me mais sozinho quando dava largas à minha imaginação e inventava histórias na minha cabeça com personagens que eu criava, onde seria sempre eu o personagem principal da trama, e dava-lhes voz. Por isso mesmo é que muitas pessoas diziam que eu não era um rapaz normal, era um ser humano esquisito que se infiltrava no mato e falava com as árvores.

Eu mesmo tinha essa perceção mas era algo que não conseguia controlar. Ainda hoje dou por mim, inconscientemente, a inventar cenários e situações (principalmente quando estou a conduzir) onde me perco totalmente nos pensamentos enquanto a vida se desenrola lá fora, do outro lado do meu mundo imaginário.

- Ouviste o que eu te disse? - pergunta a minha mãe.

Não, não ouvi nada! Fico completamente abstraído. Impressionante, não é?

Bem, voltando então à minha infância, uma professora e diretora de turma apercebeu-se de que eu não convivia com os meus outros colegas e não tinha brincadeiras consideradas normais para um rapaz da minha idade.

Claro que como docente, ela teve que tomar uma atitude em relação ao assunto. Chamou a minha mãe à escola e disse-lhe que eu iria começar a ter consultas de psicologia. Foi como se o mundo se tivesse aberto debaixo dos nossos pés e estivéssemos a cair naquele buraco sem fundo. Eu iria ter consultas com uma psicóloga?! Porquê?! "Eu não estou maluco" - dizia. A minha mãe ficou cheia de medo que ela fosse considerada incapaz (ou má mãe) por não conseguir lidar com um rapaz na minha condição mental, temeu muito que eu fosse institucionalizado e pediu-me tantas vezes que não brincasse mais sozinho. Estávamos no ano de 2001, não havia acesso a tanta informação como há agora, não a condenem!

Senti-me injustiçado, incompreendido, revoltado mesmo. Comecei a sentir rancor pela diretora de turma, que fosse ela ao psicólogo e que me deixasse em paz! De nada adiantou, fui mesmo obrigado a ir.

O resto, contarei mais tarde.

 

Engraçado que ao dar início a este texto, ia falar de um assunto completamente diferente, mas a minha cabeça e os meus dedos ágeis levaram-me a escrever isto. Totalmente genuíno.

 

Uma mochila pesada

Milorde, 25.09.23

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Fui buscar a minha sobrinha à escola. Como está sol, temperaturas mesmo um pouco altas para a época, decidi ir a pé porque a escola fica relativamente perto de minha casa.
 
Ela já está no 5º ano, já foi para a escola dos "grandes". Quando lá cheguei, ela mal me viu correu para o portão, passou o cartão no leitor para confirmar a sua saída e depois pediu-me se poderia levar-lhe a mochila porque já lhe doía os ombros. "Claro que sim!" - disse-lhe. Peguei na mochila e coloquei-a às costas.
 
Vocês não estão a perceber o peso daquela mochila! Eu próprio, um homem adulto, tive dificuldade em carregar a mochila até casa de tão pesada que estava, sob o sol quente das 2 da tarde. E ela só teve aulas de manhã, reparem!
 
Chegados a casa pousei aquele peso todo chão, aliviado. Ainda me doem os ombros! Como é que é possível que as nossas crianças sejam sujeitas a isto?! É que todo este peso nos ombros de uma criança pode trazer-lhe consequências, problemas de saúde nas costas!
 

A importância dos óleos essenciais

Milorde, 20.09.23

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Devido à minha sinusite, tenho dores de cabeça muito frequentes. Posso dizer-vos que fazia do paracetamol, em casos mais extremos de alergias, uma medicação diária para aliviar aquela dor que sobe pelo nariz, aloja-se entre os olhos e coloca-me num estado de sofrimento.

Numa conversa com uma amiga sobre o assunto, ela aconselhou-me a falar com uma especialista em óleos essenciais que poderia resolver este meu problema sem recorrer a mais fármacos. Assim fiz e hoje tenho um frasquinho de óleo essencial de hortelã pimenta que me ajuda a respirar melhor e alivia as minhas dores de cabeça. Fantástico, não é?

Os óleos essenciais são substâncias altamente concentradas extraídas de plantas, contendo compostos aromáticos e medicinais característicos da planta de origem. Após uma pesquisa vi que eles têm sido utilizados ao longo da história pelas suas propriedades terapêuticas e aromáticas, e recentemente ganharam popularidade devido às práticas de medicina alternativa e bem-estar.

Aqui estão algumas das principais razões pelas quais os óleos essenciais são considerados importantes:

Propriedades Terapêuticas: Os óleos essenciais possuem propriedades terapêuticas que podem auxiliar no tratamento de diversas condições de saúde física e emocional. Eles podem ter efeitos anti-inflamatórios, antimicrobianos, analgésicos, sedativos, entre outros.

Aromaterapia: Os óleos essenciais são amplamente utilizados na aromaterapia para promover o equilíbrio e a saúde mental. As fragrâncias podem influenciar o humor, o stresse, a ansiedade e o sono, contribuindo para um estado emocional mais equilibrado e relaxado.

Cuidados com a Pele e Cabelo: Muitos óleos essenciais têm propriedades benéficas para a pele e o cabelo. Eles podem ser usados em produtos de cuidados pessoais, como loções, cremes, champô e sabonetes, para melhorar a saúde da pele, tratar acne, combater a caspa, e promover um aspeto saudável e rejuvenescido.

Alívio de Sintomas: Os óleos essenciais podem proporcionar alívio temporário de sintomas como dores de cabeça, náuseas, dores musculares, congestão nasal e indigestão. Algumas essências também podem ajudar a aliviar enxaquecas, dores de estômago e outros desconfortos.

Redução do Stresse e Ansiedade: A inalação de óleos essenciais pode ajudar a reduzir o stresse e a ansiedade, promovendo uma sensação de calma e relaxamento. Isso pode ser especialmente útil em momentos de tensão e stresse diário.

Práticas de Relaxamento e Meditação: Os óleos essenciais são frequentemente usados durante práticas de relaxamento, meditação e yoga para criar um ambiente propício à concentração, relaxamento e equilíbrio emocional.

Alternativa Natural: Muitas pessoas procuram os óleos essenciais como uma alternativa natural aos produtos químicos encontrados em produtos de cuidados pessoais e de saúde convencionais.

 

É importante lembrar que os óleos essenciais são poderosos e devem ser usados com cautela, seguindo as instruções adequadas de diluição e aplicação. Consultar um profissional de saúde qualificado antes de usar óleos essenciais, especialmente se estiver grávida, a amamentar, ou tiver alguma condição de saúde pré-existente, é sempre uma boa prática.